Campo
Seagro orienta apicultores para alimentação complementar das abelhas no período seco
Foto: Joatan Silva
As abelhas devem ser alimentadas tão logo seja identificado o enfraquecimento das mesmas |  Joatan Silva
As abelhas devem ser alimentadas tão logo seja identificado o enfraquecimento das mesmas

No Tocantins a prolongada falta de chuva resultou no atraso e na escassez da florada, forçando as abelhas a diminuírem seus enxames, e em alguns casos, abandonarem suas colmeias em busca de alimentos. Estes fatores podem influenciar diretamente na vitalidade das colmeias e posteriormente na diminuição da produção de mel. Nesse contexto, para amenizar os efeitos da escassez de alimentos é necessário ofertar uma alimentação complementar, o que é fundamental para manter os enxames saudáveis.

O zooctecnista e gerente de Pecuária da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), Marcos Cione explica que para suprir a deficiência nutricional das abelhas, no período de escassez de alimento, pode ser oferecido alimento energético, proteico ou energético-proteico. “O alimento a ser ofertado vai depender das condições do apicultor”.

O zootecnista afirma que não existe uma época determinada para fornecer alimentação complementar para as colônias, essa decisão varia de acordo com a região e o objetivo da criação, entre outros fatores. “As abelhas devem ser alimentadas tão logo seja identificado o enfraquecimento das mesmas”, orienta.

Marcos Cione diz que é fundamental que o apicultor saiba realizar bem todas as etapas do manejo, pois além da escassez das floradas existem outras ocasiões em que há necessidade de fornecer alimentação artificial para as colônias. “Durante o florescimento de plantas tóxicas, com objetivo de desviá-las dessa fonte de alimentos; em serviços de polinização de algumas culturas, para produção de rainhas, entre outras atividades apícolas”, enumera.

Palmas

O casal de apicultores, João Gabriel de Araújo e Rita Alice de Araújo, mantêm 28 caixas com abelhas italianas da Chácara Boa Vista, no Projeto de Assentamento Entre Rios, município de Palmas. Rita Alice conta que nesse período de escassez de alimentos oferecem uma alimentação artificial, um xarope feito com sobra de mel e açúcar para evitar o enfraquecimento das abelhas. “Esse ano, devido à falta da florada rasteira, as abelhas diminuíram. Muitos vizinhos reclamaram do sumiço das abelhas de suas colmeias. As nossas também diminuíram e só não foi pior porque seguimos o manejo correto, oferecendo a alimentação complementar”, afirmou.  

Qualquer dúvida sobre a prática do bom manejo, a Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro) e Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado Tocantins (Ruraltins) disponibiliza, através de seus técnicos, orientações para o apicultor.

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