Esporte
Etnias apresentam-se e mostram diversidade cultural; evento tem 19 delegações internacionais
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As manifestações culturais diversificadas marcaram a abertura dos Jogos Mundiais Indígenas durante a apresentação das delegações nesta sexta-feira, 23, em Palmas/TO. As apresentações mostraram a diversidade de cada etnia e as diferenças entre os povos nacionais e internacionais. Desde as vestimentas, cantos e adereços, cada povo mostrou sua singularidade.

As delegações internacionais apresentadas foram Etiópia, Costa Rica, Rússia, Estados Unidos, Paraguai, Nova Zelândia, Chile, Guatemala, Uruguai, Nicarágua, Guiana Francesa, Panamá, Canadá, Peru, México, Colômbia, Bolívia, Argentina e Filipinas. Muitas desistiram de vir ao evento por falta de patrocínio. O fogo sagrado também foi apresentado e uma demonstração da corrida de tora foi feita para os presentes.

A cerimônia de abertura começou com a apresentação de uma quadrilha junina da capital na arena dos jogos e mostrou um pouco da variedade cultural do Estado. Alunos da capital também cantaram durante a apresentação.

Um líder Xavante falou no evento em nome da nação indígena brasileira e fez dois pedidos a presidente Dilma Rousseff (PT). “Quero dar dois recados para a senhora: primeiro que está tendo discussão em torno da PEC 215 que nossa nação não quer que seja aprovado porque se for aprovado vai acabar com a Fundação Nacional do Índio e o segundo é que os nossos irmãos Guarani Kaiowá estão sendo dizimados queria que a senhora intervisse”, pediu.

No momento do pedido alguns indígenas levantaram-se e manifestaram com cartazes e gritos de “Essa Terra é Nossa”.

O articulador dos Jogos, Marcos Terena completou após a manifestação:  “Somos povos guerreiros, sempre respeitamos o direito do outro, sempre respeitamos a mãe terra”, disse. Ele falou em defesa da dignidade dos povos indígenas.

Marcos Terena ficou incomodado com algumas vaias da plateia que ficou dividida entre cantos de apoio à presidente Dilma Rousseff e vaias. “Aqui não é comício! O índio não tem costume de vaiar, aqui nós respeitamos as autoridades, por exemplo, quando começar o comício ano que vem aí vocês vão lá e podem vaiar mas aqui é celebração, alegria”, disse. 

Chuva

Também foi abordado na abertura a chuva forte que caiu em Palmas na madrugada desta sexta-feira, 23, após o ato de acendimento do fogo sagrado dos povos indígenas na Praça dos Girassóis. “Os Pajés indígenas fizeram oração do fogo sagrado para trazer chuva e vento”, afirmou o coordenador dos jogos.

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