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Jovens e adolescentes sugerem criação de política pública municipal para o movimento Hip Hop
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O Ministério Público do Tocantins (MPTO) mediou, nesta quarta-feira, 15, uma tarde de diálogo entre integrantes da cultura Hip Hop de Palmas e representantes do poder público e da sociedade civil organizada, oportunidade em que os adolescentes e jovens participantes do movimento social e popular puderam apresentar e discutir suas demandas.

Participaram do encontro, denominado “escuta social”, membros de vários grupos ligados ao Hip Hop, representantes da Secretaria Municipal da Educação, da Fundação Cultural de Palmas, da Polícia Militar e do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca). Por parte do MPTO, estiveram presentes os promotores de Justiça Zenaide Aparecida da Silva, da área da criança e do adolescente, e Miguel Batista de Siqueira Filho, da área da Educação.

A principal reivindicação dos adolescentes e jovens refere-se à formulação de uma política pública municipal de promoção da cultura Hip Hop, cuja elaboração tenha participação tanto dos gestores públicos quanto dos integrantes do movimento cultural, reunidos em grupos de trabalho.

A política pública sugerida deve ter aplicabilidade contínua, prevendo recursos financeiros e a disponibilidade de espaços públicos aptos para manifestações dos quatro elementos de expressão artística da cultura Hip Hip: dança (break), artes plásticas (grafite), música (DJ) e poesia (MC). Estes espaços, segundo sugerido, devem estar, preferencialmente, disponibilizados nas regiões central, Norte e Sul de Palmas.

Os adolescentes e jovens também sugeriram que seja instituído em Palmas o Dia Municipal do Hip Hop, em 12 de novembro, data em que se comemora o Dia Mundial do Hip Hop. Na semana que compreende este dia, seriam intensificadas as atividades culturais da arte de rua.

Alguns dos adolescentes e jovens presentes reclamaram de excessos cometidos pelas forças policiais durante encontros realizados para as “batalhas de rima”, em razão do estigma social que pesa contra os jovens negros das comunidades periféricas, conforme sustentaram. Sobre o assunto, os representantes da Polícia Militar se dispuseram a iniciar um diálogo contínuo com os integrantes do movimento, a contribuir com a construção de uma política pública para o Hip Hop e a colaborar com a segurança dos eventos públicos ligados a esta cultura.

O Ministério Público está atuando em favor do fortalecimento Hip Hop por reconhecer que esta cultura proporciona o protagonismo dos adolescentes e jovens e dá oportunidade para que eles discutam problemas como suicídio, violência, preconceito, automutilação e uso de drogas ilícitas.

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